Adrenalina: o que é, para que serve e o que faz no corpo

Faltam poucos minutos para o fim, o jogo está empatado e a bola sobra na área. Mesmo sentado no sofá, o seu coração dispara, a mão sua e você não consegue ficar parado. Se você já viveu isso assistindo a uma partida de futebol, saiba que não foi só emoção: foi química. O nome dela é adrenalina.

O futebol é um dos gatilhos mais honestos que existem pra essa reação. Um lance de perigo, um pênalti, os acréscimos: o corpo reage como se você mesmo estivesse em campo, mesmo sentado no sofá. Nesta matéria, a gente explica de forma simples o que é a adrenalina, o que ela faz no seu organismo e como equilibrar esse hormônio no dia a dia.

O que é a adrenalina?

A adrenalina, também chamada de epinefrina, é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, que ficam logo acima dos rins. Ela funciona ao mesmo tempo como hormônio e como neurotransmissor, ou seja, atua na corrente sanguínea e também na comunicação entre as células do sistema nervoso.

O papel principal dela é preparar o corpo para agir rápido. É o que os cientistas chamam de resposta de “luta ou fuga”: diante de um perigo ou de uma emoção forte, o organismo libera adrenalina em segundos para deixar você mais alerta, mais forte e mais rápido.

O que dispara a adrenalina?

A adrenalina é liberada em situações de estresse físico ou emocional, e não precisa ser algo ruim. Os principais gatilhos são:

  • Emoções intensas, como medo, ansiedade ou euforia;
  • Situações de perigo ou sustos;
  • Prática de esportes, principalmente os mais radicais;
  • Estresse do dia a dia, no trabalho ou no trânsito.

E é aqui que o futebol entra. Torcer é uma montanha-russa emocional: a expectativa do gol, o medo de tomar um, a explosão da comemoração. O cérebro não faz muita distinção entre o perigo real e a emoção do jogo, então manda a mesma ordem para as suprarrenais. Resultado: coração disparado por causa de um chute a gol, mesmo com você paradinho na cadeira.

Haaaja coração, né? Não é à toa que a torcida brasileira inventou essa expressão pra descrever os momentos de tensão do jogo, porque é o corpo em modo adrenalina pura. E foi exatamente essa emoção que inspirou o nosso e-book especial da Copa. Baixe o e-book “Haaaja Coração” gratuitamente para viver os jogos com muito mais saúde e alto astral.

O que a adrenalina faz no corpo?

Depois de liberada, a adrenalina provoca uma série de mudanças rápidas para deixar o corpo pronto para reagir. Os principais efeitos são:

  • Coração acelera: os batimentos aumentam e a pressão arterial sobe, bombeando mais sangue para os músculos;
  • Respiração fica mais rápida: as vias aéreas se abrem para levar mais oxigênio ao corpo;
  • Pupilas dilatam: você enxerga melhor e fica mais atento ao redor;
  • Energia na veia: o fígado libera glicose (açúcar) na corrente sanguínea para dar combustível imediato;
  • Músculos prontos: recebem mais sangue e oxigênio, ganhando força e disposição;
  • Digestão desacelera: o corpo redireciona a energia para o que é urgente naquele momento;
  • Mente em alerta: a sensação de foco aumenta e a percepção de dor diminui.

É por isso que, no meio de um jogo tenso, você fica sem fome, com a atenção grudada na bola e com aquela vontade de levantar e gritar. O corpo inteiro entrou em modo de ação.

Quanto tempo dura esse efeito?

A adrenalina age rápido, mas não fica para sempre. Os efeitos costumam durar de 20 minutos a cerca de 1 hora depois que o estímulo passa. Por isso, mesmo depois do apito final, pode levar um tempinho até o coração voltar ao ritmo normal e a agitação baixar.

Essa é a famosa “descida” depois da emoção. Aquele cansaço que bate no fim de um jogo decisivo não é só psicológico: é o corpo se reorganizando depois do pico hormonal.

Adrenalina demais faz mal?

No dia do jogo, tudo bem. O problema é quando o corpo vive em estado de alerta constante. Quando a adrenalina fica alta com frequência, por estresse contínuo, ela pode cobrar um preço. Os sinais de excesso incluem:

  • Palpitações e pressão alta;
  • Ansiedade e nervosismo;
  • Insônia e dificuldade para relaxar;
  • Tonturas e sensação de esgotamento.

Ou seja: adrenalina é ótima para os momentos certos, mas não foi feita para ficar ligada o dia inteiro. O segredo está no equilíbrio: saber acelerar na hora da emoção e, principalmente, saber desacelerar depois.

Como equilibrar a adrenalina no dia a dia

A boa notícia é que dá para ajudar o corpo a gerenciar melhor esse hormônio com hábitos simples:

  • Mexa-se com regularidade. O exercício é uma das formas mais saudáveis de “gastar” o excesso de energia e ainda liberar substâncias de bem-estar. Não precisa ser nada radical: uma boa caminhada já faz diferença. Veja os benefícios da caminhada para começar hoje.
  • Cuide do seu sono. Adrenalina alta no fim do dia atrapalha o descanso, e a falta de sono deixa o corpo ainda mais estressado. É um ciclo. Quebrá-lo começa por dormir melhor. Confira essas 10 dicas de higiene do sono.
  • Coma bem e cuide do intestino. O que você põe no prato influencia diretamente o seu humor e a sua resposta ao estresse. A conexão é mais forte do que parece, como mostramos na matéria sobre o cérebro intestinal e a saúde mental.

Adrenalina, comida e o Mundo la Feira

No Mundo la Feira, a gente acredita que cuidar do corpo começa pela alimentação de verdade, aquela que vem da feira, fresca e sem complicação. E isso vale também para os dias de mais emoção e mais estresse.

Depois de um pico de adrenalina, o corpo pede reposição e calma. Alimentos frescos, ricos em água, fibras e nutrientes, ajudam nessa recuperação. Frutas para repor energia de forma natural, folhas e legumes para o bom funcionamento do organismo, e uma boa hidratação para o corpo voltar ao eixo. Somado a sono de qualidade e movimento no dia a dia, é o combo que mantém a energia lá em cima sem deixar o estresse tomar conta.

E para acompanhar os jogos com o coração acelerado na medida certa, temos um presente pra você: baixe baixe o e-book “Haaaja Coração”. É só fazer o cadastro para receber, de graça, dicas para viver a Copa com mais saúde, energia e alto astral.

Então, no próximo jogo, aproveite a emoção, ela faz parte. Só não se esqueça de dar ao seu corpo o que ele precisa para se recuperar depois. Comida boa, descanso e um passo de cada vez.